
Centésimo post, pessoal! Achei que o blog merecia uma mudança, aliás, já vinha estudando essa possibilidade, há algum tempo, mas só nos últimos dias é que realmente pude parar, pensar e executar algo bem bacana. Mesmo errando muito no começo, revirando a internet em busca de algo que fosse a minha cara, consegui exatamente o que eu queria, um layout novo charmoso, com um visual atraente, mas sem ser muito chamativo. E esse é ainda todo artsy, inspirado em Mondrian, um pintor holandês que eu adoro, um achado mesmo. Pra mim foi a mesma sensação de reformar o meu quarto ou participar do Extreme Makeover rs. Curti muito.
Estive um pouco ausente por causa da exposição nova (que tá enrolada por falta de patrocínio. Empresários da Baixada Santista, por favor, compareçam!) e alguns problemas pessoais. O cachorro da nossa família, o nosso querido akita Shiro, morreu no domingo passado, depois de uma semana agonizante, entre idas e vindas ao veterinário. Foi um golpe duro, já esperado, afinal ele já estava bem velhinho, mas como não sei lidar com perdas, foi muito doloroso. Em abril, postei aqui um texto que escrevi sobre amizade, “Um Milagre Para a Estrela Azul”, dedicado a ele. Meu irmão Luciano me disse uma coisa linda, por e-mail, que tem tudo a ver com o texto, sem o ter lido: “É mais um pedacinho da gente que vai para as estrelas”. É isso mesmo. Saudades, amigão.
Como tinha prometido, vou falar um pouco das minhas impressões sobre a exposição “Matisse Hoje”, que fica na Pinacoteca de São Paulo, até 01 de novembro. A cereja do bolo do Ano da França no Brasil, a exposição em si não me empolgou muito. Talvez porque fui exatamente naquele dia em que o céu desabou sobre São Paulo. Pretendo voltar pra tirar a dúvida. Reconheço a importância do artista, claro, ele influenciou bastante a arte moderna, mas saí de lá com a nítida impressão de que faltou algo. A começar pelo quadro dele mais famoso, “A Dança”, de 1910. Não me lembro agora, se esse quadro pertence ao Guggenheim de NY ou ao Hermitage Museum de São Petesburgo, mas custava emprestar? Entre os textos explicativos da exposição, tem uma história do pintor que eu achei o máximo. Matisse, que adorava retratar mulheres, antes de entregar os quadros a elas, dizia: “Se você não gostar, fico pra mim”. Por outro lado, na parte central do museu, há uma instalação imperdível chamada “Variation”, de Céleste Boursier-Mougenot. A obra é composta por três piscinas onde louças brancas em diversos tamanhos flutuam com o movimento da água, produzindo sons ao se chocarem umas com as outras. Além do lado sensorial, que é fantástico, ela também pode inspirar várias leituras. Eu mesmo vi ali esse caminho sem volta que é o individualismo humano, as pessoas sempre se encontrando, se trombando, mas sem tempo umas para as outras, sempre preocupadas em serem felizes a qualquer preço.
Nesse mesmo dia, reencontrei o meu amigo Cristiano Félix que estava passando o feriado de 7 de setembro, na cidade. Como sempre acontece quando nos encontramos, ficamos um tempão papeando. Ele até me indicou um conto lindo do Caio Fernando Abreu, que eu ainda não conhecia, mas que li depois e recomendo, “Uma História de Borboletas”. Por falar em amigos, fiquei muito feliz em saber que o escritor Flávio Viegas Amoreira, recentemente homenageado no 7 Curta Santos, vai colaborar no Blog do Favre, do IG.
Vou ficando por aqui, mas volto logo com um balanço do 7 Curta Santos, fazendo um apanhado geral do evento, das pessoas bacanas que conheci lá, das oficinas e, principalmente, dos filmes do festival. Beijo especial pra minha amiga Lari que me mandou uma mensagem linda no celular, ontem. Abração e até já!