Não, não vou falar daquele famoso quadro do Renoir que leva o mesmo nome do post de hoje. As cores rosa e azul são referências à campanha “Outubro Rosa” e a minha fase atual, respectivamente. Mas, antes de entrar nesses assuntos, vamos às frivolidades do dia: vi hoje alguns vídeos na internet do Oi Fashion Rocks e não achei que foi tudo isso. O que gostei bastante foi o carisma da Mariah Carey. Ela que já foi do topo ao limbo soube cativar muito bem os seus fãs brazucas. E agora que ninguém mais vende CD mesmo tem mais é que bajular esses pobres-diabos que passam, dias e noites, à porta de um hotel esperando um mísero aceno do ídolo.
Desde que terminou a minha exposição, não tinha postado nada de trabalho aqui e até já levei um puxãozinho de orelha por causa disso. Como também apoio a campanha de combate ao câncer de mama, que nesta época do ano ganha maior visibilidade, por conta do “Outubro Rosa”, fiz uma arte para a divulgação do evento na internet. Tudo extraoficial, por minha conta mesmo. Não acho que artistas devam ficar se justificando, porque cada um vai interpretar uma obra de arte à sua maneira, mas só queria esclarecer que a minha intenção com esse trabalho e com os próximos que tem a mesma pegada não é chocar simplesmente, embora lembre aquelas campanhas da Benetton, do Oliviero Toscani, dos anos 90. Quis apenas criar uma imagem que estimulasse a prevenção da doença e ao mesmo tempo não esquecesse as mulheres que já estão em tratamento ou que, lamentavelmente, tiveram que perder um seio. Nada contra também ao bunner que vi na bloguesfera feminina, mas acho que funcionaria melhor algo que chamasse mais atenção, que fizesse refletir e não apenas lembrar que em outubro monumentos serão iluminados de rosa, etc. E tem também um lado divertido, na fotografia, essa referência "pin up" que está super em alta.
A “modelo” foi fotografada por Cris Bierrenbach para a revista ELLE de maio de 2001, num editorial intitulado “Nossos Corpos”. Curiosamente se trata de uma colega, uma artista plástica, M.N., que deu a seguinte declaração na época: “A quimioterapia terminou e há dois meses meus fiozinhos começaram a reaparecer. Já tenho 1 cm de cabelo. Pareço mesmo uma criança. Com o fim dessa infância, vou voltar a ser mulher”. Ainda recorri ao Google, na tentativa de parabenizá-la pela coragem, mas não a encontrei. No mês passado, perdemos Andrea Maltarolli, aos 46 anos, uma das criadoras de “Malhação”. Enfim, é um assunto bastante sério, o câncer de mama é o câncer que mais mata mulheres, no Brasil, por isso quem puder abrace essa causa, ajude a divulgá-la, é importante.
Mudando de rosa pra azul, estou entrando numa fase nova na minha vida. Eu sei que 2009 mal terminou, mas já estou fazendo as minhas resoluções de ano novo. Não vou entrar em detalhes, porque não vem ao caso, mas posso dizer que é um daqueles momentos em que cuidar de si mesmo não significa “a solenidade de si próprio”, apenas uma questão de definir objetivos e valorizar cada vez mais quem realmente importa. Um dos responsáveis por esse “abrir de olhos”, se é que posso chamar assim, foi o primeiro livro de Marcel Proust, “Os Prazeres e os Dias”, que estou acabando de ler e que já adianto, é ótimo e não tem nada a ver com autoajuda. Selecionei até uma das frases dele para terminar o colóquio de hoje: “Sejamos gratos às pessoas que nos propiciam felicidade, são elas os encantadores jardineiros que nos fazem florir a alma”. Lindo, né? Espero que vocês tenham curtido as dicas de hoje e, em breve, estarei de volta. Abração!!!




















